Abaixo vocês tem o resultado de uma levantamento recente, feito pela Universidade de Marquette (EUA) mostrando o perfil patrocinadores de naming rights da principais arenas da NBA. Esse estudo mostra que os valores pagos por essa modalidade de patrocínio, nos EUA, são bem mais realistas do que os valores sendo sonhados por certos dirigentes de futebol e donos de construtoras, para os novos estádios sendo construídos para a Copa de 2014.
Levando-se em conta que o mercado norte americano de esportes & entretenimento é bem maior do que o Brasileiro e muito mais experiente no quesito naming rights, fica aquela dúvida que não quer calar? Qual empresa privada, com um mínimo de bom senso, vai aceitar os valores sendo sugeridos pelos dirigentes e donos de construtoras (alguns girando em torno de R$ 20 ~ R$ 30 milhões ano) para o naming right das futuras arenas da Copa de 2014?
Será que o mercado brasileiro de esportes & entretenimento, tem maturidade, profissionalismo e ENTREGA suficiente para cobrar esses valores? Será que existirá alguma relação custo-benefício viável no curto, médio ou longo prazo para que os patrocinadores? Será que o monopólio da TV Globo mudar a sua política de não mencionar patrocinadores nas suas transmissões ao vivo?
É ver para crer, mas como um executivo que já foi responsável por um dos maiores programas de patrocínios esportivo no mercado brasileiro, tenho minhas sinceras dúvidas se a pedida do mercado local não esta meio fora de esquadro, principalmente porque não existe nenhuma sinalização clara de quem detém o monopólio das transmissões, a TV Globo, de que os naming rights serão mencionados nas transmissões (como aliás é de praxe no mundo inteiro, menos no Brasil).
Naming Right é uma cultura! Tanto de quem vende, como de que compra! Sem uma clara sinalização de veiculação dos veículos, aliado um bom / sólido calendário de eventos, nenhuma empresa com um mínimo de bom senso deve se arriscar com naming rights. Esse tipo de cultura virá com o tempo e necessária profissionalização da entrega de resultados por parte de clubes e donos de arenas.
O que se tem visto até o momento são dirigentes de clubes e futuros proprietários de arenas (as empreiteiras) achando que o Naming Rights, irá suportar grande parte dos custos provenientes da construção e manutenção das novas arenas. A sustentabilidade de uma arena ou venue, vai muito além do patrocínio de naming rights, que é importante, mas passa longe de ser o mais importante pois a operação de hospitalidade representa uma parcela bem maior das receitas de uma arena lucrativa. Como exemplo posso citar, o Estádio de Wembley, aonde 70% da sua receita da operação vem da área de hospitalidade, ou seja, são serviços e venda de mídia que trazem o sucesso de uma arena.
Talvez seja o exato momento para refletir essa teoria, principalmente em detrimento da crise financeira global e também ao fato de que os valores praticados mercado mais evoluídos, são bem mais baixos do que sendo imaginados em praias brasileiras.
by Renato Geribello – Smart Engagement (www.smart-engagement.com)








